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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Brainware - Capítulo 3 - A guerra das cinzas parte I

Isso foi a mais de 20 anos atrás, já se esperava por anos tantas nações entrando em conflito, as diversas divergências faziam com que todos esperassem, então tudo começou.
       Essa guerra que não tinha nenhuma parceria clara, as vezes os países paravam de se combater por causa de recursos, pela comercialização, mas sabia-se sempre que a guerra ia continuar de forma silenciosa, sorrateira, por onde ela avançasse entre as sombras.

Com isso a guerra chegou ao nível "nano-neural", uma batalha feita através do pensamento, você destruía nações psicologicamente, pelo simples fato de derrubar um grupo de pessoas, descobriu-se o "Brain line", conexões cerebrais que as pessoas desenvolviam em comunidade.

Então logo, se contaminava uma pessoa, e em pouco mais de um mês se tinha um exercito de pessoas infiltradas no outro país atacando suas famílias, suas conquistas e sua própria pátria. Eram os zumbis de um estado inimigo, um exército que não tinha como voltar ao normal, mesmo que os exércitos conseguissem algum controle, terminavam por dar baixas a seu próprio país.

E logo homens estavam enlouquecendo por ter que matar seus companheiros, vizinhos, filhos, países deixaram de existir como se nunca tivessem tido participação na história e então surgiu aquilo que apagava pessoas da história.

O contra golpe da natureza que ninguém esperava "Blank", pessoas se esqueciam de tudo, perdiam as informações em um segundo, diferente de uma Alzheimer, era um ataque total, logo estavam como se tivessem passado por uma lobotomia, andavam pelas cidades expressando sons estranhos "Ouuu", "akkky", "Ummmbuooo"... As pessoas tinham medo, o estado tinha criado uma arma para atacar a própria sociedade.

As pessoas não morriam com Blank, mas com o tempo a doença começou a se espalhar, e começaram a nascer pessoas sem a capacidade de recordar ou aprender, claramente tinham o Blank, o mundo estava entrando em uma era sem lembranças, sem aprender, sem história, com tudo que poderia até mesmo enterrar em uma guerra de cinzas.









terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Vida pessoal e aleatoriedades

Quando eu vou escrever para me concentrar tenho um ritual especial devido a alguns fatores, por exemplo, minha cidade é extremamente barulhenta, então eu tenho que encontrar uma forma de me isolar com música, mas não posso colocar músicas que eu queira cantar ou fiquem me distraindo.

Nesse momento eu poderia talvez colocar música clássica ou instrumental, mas como musico termino me concentrando nos instrumentos, então dou preferência a algo que eu não odeie, seja de meu gosto mas não me distraia *E nesse caso ainda me dá energia*, Girls Generation e K-pop, é algo enérgico e fica em paralelo enquanto me concentro.

Além de após escrever ser divertido de ouvir, espero que tenham gostado da minha dica de concentração.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Brainware - Capítulo 2 - Uma doença devastadora

Era uma tarde de outubro quando minha própria mãe fez com que seu sangue se transformasse em um veneno porque não podia mais suportar viver sem poder imaginar, aquilo doía muito para quem um dia foi uma artista renomada, ela nunca mais havia feito sequer um pequeno quadro.

Ela tinha medo de dormir, não dormia a dias, e o estado tinha terminado de proibir a eutanásia e a lobotomia de pessoas com Pandora na época, pois elas deveriam ser "estudadas", levadas para casas isoladas, forçadas a seus limites e mortas se resistissem.

Infelizmente, eu entendo muito desse último fato pois me tornei um mero cão do estado, meu nome é Henry York, eu trabalho atualmente no projeto Brainware, eu passei muito tempo no blackout e talvez isso seja uma das razões da minha atitude fria atual, além do fato de um dia ter pertencido a um estado que já não existe chamado Inglaterra.

Os estados do mundo antigo me trazem saudades, e pensar que as pessoas ainda discutiam fatores como política, uniões políticas, moda, entre outros fatores, ninguém pensava que chegaria um momento de unificação ou algo parecido com isso.

Não sei quantas culturas antigas estão a salvo agora e quantas foram destruídas, o mundo que antes lembrava do império romano, da Grécia e da Pérsia como algo antigo, agora olha para sua face a 20 anos atrás e vê um passado, muito, muito distante.

A Pandora reduziu a população mundial a 10% do que tínhamos quando ela começou, de 10 bilhões para 100 milhões, agora não passamos de um país com uma população na média atualmente, o mundo se resume a isso, não que 100 milhões seja pequeno, mas pelos estudos, a população irá cair nos próximos dois anos para 80 milhões e assim por diante.

As pessoas com Pandora sempre dão um jeito de se matar, e quando não, levam muitas pessoas junto quando morrem, seus filhos normalmente são estéreis, morrem no nascimento, ou desenvolvem sérios problemas cerebrais, isso quando as mães não os matam por medo de que vejam no que o mundo se tornou.

A caixa está aberta, eu agora estou esperando que o mais importante dela não se perca... A esperança.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Brainware - Capítulo 1 - Um gênio sem precendentes.

Eu sou Thomas Klein, tenho 16 anos, estudo no centro de formação de mestres das ciências e artes da vida, sou o único estudante com bolsa integral daqui, falo 4 línguas e tenho 3 formações normais à nível PHD, se eu estivesse exposto a comunidade normal, seria considerado o maior gênio vivo atualmente.

O mundo atualmente está com três diferentes doenças ligadas a funções neurais, eu sou um cientista moderno, estudo todas as funções humanas possíveis em busca de uma cura, em busca de fazer um mundo melhor.

Se fosse tão simples quanto imaginar, aqui estaria como o herói do mundo, ou por trás das cortinas mostrando um herói a todos,

É estranho ver as pessoas se tornando seres sem controle, isolados de sua consciência e de seus pensamentos comuns, e ainda agindo como se tivessem passado por uma eutanásia, o mundo em que estamos vivendo é bem pior do que os apocalipses zumbis que vendiam a 20 ou 30 anos atrás.

Ainda existe o Imagine Shockdown, termo em inglês para descrever essa anomalia de rendimento que eleva as ondas cerebrais ao nível de destruir coisas realmente... Além de deteriorar o corpo.

Eu com certeza acharei uma cura, eu com certeza farei com que isso termine.

- Klein, você tem visita - Disse um dos acompanhantes de rendimento do centro da porta do meu quarto.

- Eu já vou. - Descendo da minha estante de livros de onde observava o céu pela janela. dei 235 passos até aquele jardim onde algo novo estava a minha espera, algo chamado de "Instituto Brainware".

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Viver por viver ou viver?

Muitas vezes na vida nos questionamos sobre diversos fatores dela, de onde viemos? Pra onde vamos? Quem somos? Entre tantas outras coisas, eu venho a todos fazer um único questionamento, um que podemos responder hoje, agora, daqui a uma semana, um mês, um ano... Ou podemos simplesmente nunca responder! Por quais razões vivemos? Em que momento realmente "vivemos"?

Alguns dizem viver entre o nascimento e o morrer, outros viver entre a vida e a morte, outros tantos até que a morte os separe, mas o quanto realmente vivemos sem esperar a morte?
   Vejo hoje que muitas pessoas não buscam razões, não buscam emoções, não buscam nada, porque viver esperando que algo mude sem se mudar?

Podemos mudar a cada piscar de olhos, podemos viver pela respiração pesada de ter dado o melhor de cada um de nós, podemos não somente planejar, mas sim viver e fazer! Chega de planejar! Vivemos planejando, vivemos esperando, mas a resposta está em cada um de nós, busque fazer, busque mudar.

Somos mundos e mundos, e podemos mudar tudo a nossa volta, basta um passo sem olhar para começar! Por favor, tente isso hoje.

Carta pela vida.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Meses

O tempo é relativo em feitos, é relativo em ações, é relativo em peso por pessoa! Os últimos meses para mim tem tido o peso de um elefante, eu não consegui mais desenvolver nada, as ideias que antes vinham mesmo com o café frio ao meu lado ou dia desanimado ficaram jogadas em algum canto do passado.

Duro quarto frio e gelado do esquecimento, o desanimo que bate a porta e te tranca no escuro, eu achei os fósforo em algum canto e vou sobreviver deles até estar sobre a luz de novo, não me deixarei ser abatido, espero que logo possa ter a luz do imenso mundo sobre mim novamente para ideias e ideais muito além do que mostrei até agora.

O futuro esteve a um passo, agora eu já posso voar!

sábado, 4 de abril de 2015

Caindo no Amor - Ato III Ultimato - Livre para voar

Chegará a minha chance, as portas se abriram, junto a mim estava um anjo, estava pouco a pouco me ensinando o seu voar, me reeducando de forma a meus medos apagar, "medo por medo, passo por passo, vamos lá", eu estava em uma situação pacata me acostumando a estar com esse mundo mudado e tão tranquilo, mas sempre mantendo meu desejo de mais.
- Agora eu posso caminhar? - Pensei comigo mesmo, ela estava junto a mim, ela não sairia dali, ela não deixaria mais nada me atingir e eu me sentia seguro a cada pequeno "Olá", as mensagens cotidianas de café, almoço e jantar, tinha amor em tudo, na verdade sempre teve.

Eu tinha carinho todo dia, mas não foi por puro egoísmo mundano que quis mais, não foi pelo simples desejo da minha felicidade, foi pela felicidade da Minha Felicidade, eu sabia que estava rindo a toda hora com ela e me sentindo o homem mais feliz do mundo, mas como ela estava? Eu queria dá-la tantos sorrisos quanto ela me dava, eu podia?
Eu fiquei nesse questionamento por 2 a 3 semanas antes de sequer perguntar algo, eu nunca tive timidez, mas quando ela apareceu parecia que iria me domar, eu pensava, pensava e pensava mas sem conseguir falar, eu ligava e ligava para conversar, mandava textos, sinal de fumaça, sonhos, mas nunca conseguia expressar.
Após um mês de tantos pensamentos decidi que chegara a hora, eu tinha que de alguma forma expressar, olho nos olhos, atenção para cada respiração, eu queria estar com ela para conseguir me expressar, dar um grito brando e demonstrar que a queria tão feliz quanto eu estava.
Ela aceitou de forma simplória sair junto a mim, com a energia que ela sempre demonstra e o jeito angelical e tão natural de me tratar.

Eu tinha uma semana, uma semana para esperar, uma semana com o coração na mão para me preparar, uma semana com os gritos mudos seguros no peito.
Teria que ser perfeito, teria que estar tudo ideal pensava, não podia deixar um único detalhe faltar, então por uma semana mandei mais de 100 mensagens inconsequentes e com vergonha de tantas perguntas realizar "Qual sua cor preferida?", "Você gosta de flores?", "O que prefere entre determinadas opções?" tantas e tantas perguntas respondidas com um enfático e simples "Sei lá", algumas com respostas reais, sabia que perguntas de certa forma iam lhe incomodar sendo que não gosta de decidir tanto, mas tinha que perguntar.
Eu estava fazendo de tudo, tudo de extremo que podia para ser a causa do brilho incrível daqueles olhos, não se importa com a minha aparência, mas tinha que de alguma forma me organizar, não se importa com faltar detalhes, mas para cada sorriso os detalhes iam importar, podia não se importar com nada, mas contudo tendo tudo mais e mais iria te alegrar.
De Sábado a Sábado, eu tentei me preparar para te dar ao menos uma noite sentindo o mesmo que eu no dia a dia, uma noite se sentindo a pessoa mais especial do mundo, uma chance para te mostrar que queria fazer aquilo mais um milhão de vezes se possível.

E assim chegou o grande dia, me arrumei em mil detalhes, descobrindo com o tempo mais um milhão de detalhes para corrigir, me preparei, pensei, pensei e pensei, finalmente teria ação "Tem que dar tudo certo", no caminho para sua casa não consegui controlar meu nervosismo, leva somente 4 minutos de uma casa a outra, mas eu suei como se tivesse caminhado quilômetros
A partir desse momento cada segundo esperando por você foi uma eternidade confortável, mas que fazia meu coração disparar, meus pensamentos criarem um engarrafamento dos montes que vinham em sequência e o ponteiro do meu relógio que parecia que nunca iria passar.
Como sempre aconteceu quando a avistei me surpreendi, sempre, sempre, toda vez que vejo sua imagem a acho mais bonita e me surpreendo com a alegria que transmite, mas nessa noite seu brilho era ainda maior sobre mim, você me deu um sorriso que me deixou encabulado e bobo sem reação, quis me abraçar, mas a minha vergonha não deixou, tinha uma rosa em mãos para você.

Ao entregar a rosa vi você ficar encabulada pela primeira vez, um tom de vermelho levemente rosado, um pequeno biquinho e um sorriso que me fez lacrimejar de alegria, você me disse um alegre "obrigada", me abraçou e deu um leve beijo na minha bochecha e depois perguntou surpresa como uma criança do primário que terminou de aprender o caminho de casa "Onde eu vou guardar isso!? não podemos sair na rua comigo com isso...", eu a fitei por algum tempo e antes que eu pudesse dizer algo você mesma respondeu "Vou guardá-la em casa e já volto".

Eu não sei quantos vezes você conseguiu fazer com que eu me sentisse além do limite de felicidade que acreditava haver, mas naquele dia até mesmo em milagres você me fez crer, eu, um cético!
Durante os cinco minutos que se passaram enquanto você estava guardando a rosa, olhei envolta, respirei fundo, pensei mais uma vez "Tem que dar certo, nem que seja um milagre... Irá dar certo! Eu vou fazê-la feliz", olhei para o céu de uma forma que nunca fiz e com uma conversa engraçada falei baixo, quase que para mim mesmo, mas procurando alguém mais para falar. - Ei! Se tem alguém ai, por favor... Me deixa fazer essa garota feliz? Eu realmente quero isso, então se tem algo ou alguém ai, me ajuda nessa cara? - Segundos após terminar minha conversa com algo inexplicável lá estava você, com aquele sorriso contagiante, com tudo o que eu tenho como objetivo fazer feliz.

Você abraçou meu braço e depois novamente me abraçou, eu disse a você "Dessa vez, eu realmente nunca mais vou te soltar", e assim passamos minutos abraçados, após isso você disse "Vamos?" simplesmente me puxou pela mão e fomos caminhando de mãos dadas sem jeito pela rua.
Eu te olhava e você estava saltitante, feliz, estava me dando mais alegria do que todas as outras vezes, a cada encontro com você conseguia me ensinar uma nova alegria, e dessa vez não fora algo que depois se afastou, foi algo que se alastrou a cada segundo.
Eu podia sentir sua mão fria e suada, podia ouvir sua respiração e cada movimento seu junto a mim, caminhamos até chegar em uma praça para conversar, você junto a mim ao meu lado... "Em quantos sonhos eu não vi essa mesma cena?" e lá estava! Estava acontecendo, talvez eu só acreditasse pelo leve vento frio em meu rosto.

Comecei a falar com a voz ainda falhando levemente. - Está tudo bem, certo? - Disse e após alguns segundos você me respondeu com o seu sim de sempre, diferenciado. - Sim, ué.
Era esse o ponto que eu tinha para começar, para ter todas as reticências, todas as vírgulas e tudo mais para completar, tinha que ter essa interrogação em nossa história.
Continuei a falar tomando coragem e finalmente conseguindo puxar mais ar, brincamos por mais tempo e por algum tempo laçamos nossas mãos e nos abraçamos. Após isso comecei a perceber que o tempo estava a passar, eu tinha que falar, tinha que ter coragem de alguma forma.
Puxei todo o ar do mundo, olhei em seus olhos e tirei todo o medo que pudesse arrancar de um olhar - Bom! Você sabe, né... Eu quero estar com você, eu quero te fazer feliz, você me faz extremamente feliz e eu te amo, de verdade eu quero estar com voc~ - Você me interrompeu.

Me interrompeu de uma forma que nem nos meus melhores sonhos conseguiria acreditar, eu fiquei paralisado tentando entender o que se passava, o que tinha terminado de acontecer.
Meu anjo estava diante de mim, tudo aquilo pelo que eu lutava e queria o sorriso, toda a felicidade que eu queria alcançar, eu sorri, mas não podia acreditar, eu abria minha boca e fechava sem conseguir falar.
Por instinto repeti o mesmo que ela, eu tinha o beijo do anjo, eu tinha um sim tão completo, tão puro, tão único, uma resposta tão incrível que me paralisava, mesmo tendo comigo ainda acreditava como impossível.
Eu sentia cada tocar dos lábios dela junto aos meus, mas não acreditava, após repetir e repetir para tentar entender, eu pensei cada vez mais estar afundando em um sonho.

Parei por um momento e disse - Você me faz tão feliz, mas tão feliz que eu não consigo acreditar. - Eu a abracei, queria sentir o cheiro dela, o perfume que já gravara em minha mente, eu me sentia alucinado com tudo aquilo, após nos afastarmos de novo perguntei:
- V-você pode me dar um beliscão? - Disse em um baixo sussurro, ela me olhou e falou.
- Sério!? - Ela tinha uma expressão levemente surpresa mas com um sorriso tímido em seus lábios que a pouco segundos eu beijara.
- Sim! - Respondi, sentindo a vergonha escorrer pelos meus lábios.

Ela me beliscou e então soube que anjos são reais, que não estava sonhando e que eu sou a pessoa mais feliz do mundo, muitos beijos se passaram antes da noite terminar, muito sorrisos vieram sem que eu pudesse esperar.
Eu soube que a faço feliz, mesmo sem saber, eu me fiz mais feliz por saber, eu me faço mais feliz a cada dia com ela e a felicidade mútua só está a aumentar, essa foi uma breve história sobre a minha queda, agora estou junto a ela a voar.
Se esse é o fim? Ainda temos muitos passos para dar antes de contar...
Caindo no Amor - Fim?

Meus passos

Eu dou a escolha de me seguirem, eu não mudo meus passos em vão.
Eu sou a minha escolha, eu nunca deixarei que minha luz se apague, eu quero que todos em minha volta tenham seus desejos realizados.
Por vezes eu viro as noites refazendo todos os meus passos, todos que passaram - "Me desculpem! Vocês cansaram, eu não posso esperar." - É o que sempre tentei dizer enquanto dava um passo além, mas a vida nunca me deu tempo de fazê-lo.

E assim estou no meu rumo, tenha nele o que tiver, não estou sozinho, mas não estou com ninguém, estou por mim e nada além, não existe fim, enquanto eu não parar só estou no meio.

Tantos podem me ler um pouco, as poucas letras e palavras que deixo conforme eu vou andando, dizem muitas vezes - "Você mudou" - A culpa não é minha, eu não sou um ditado, não estou preso a leitura, não tenho regras de escrita e nem uma lógica.

Eu sou o capítulo perdido, eu dou a escolha de me lerem, sigam-me se quiserem, eu sou o tempo que não espera, sou a idade que sempre chega, sou a fome que sempre volta e não posso esperar entre os seus tropeços, sei que raramente alguém estará na mesma página que eu, eu sou um livro cujo ninguém leu a metade do que está escrito ainda...

Crônica dos valores

Por tantas vezes os invertemos, nós distorcemos os valores através de ter a visão com problemas.
Problemas esses que variam, desde considerar que o prazer, o momento de felicidade é mais importante do que a constância, de considerar que o brilho do aço frio é mais belo do que o ouro que conseguimos.
Problemas tais que tentamos apagar depois, foi um deslize,foram dois deslizes, foram tantos deslizes, estamos deslizando até cairmos, enquanto continuamos a nos inverter e não aceitar pequenos sacrifícios.

Por que perdemos por deslizar? Por que perdemos pelo erro? Porque temos sempre entre nós, uma guerra silenciosa, uma batalha pelo que queremos valorizar, se você valorizar coisas baratas, nunca terá as mais importantes.

Se você considera que as barreiras no caminho são difíceis que a melhor felicidade é a do momento que já foi alcançada, ou aquela onde sempre aparecem os palhaços no palco para te divertir, cobrar e logo após sumir, os shows onde você se afunda pra fugir dos problemas porque seu ego é maior e você não pode se abalar para ter valor em algo.

As noites em que os problemas fazem sua cabeça doer e você foge, as noites em que os belos espetáculos de festim são preferíveis a enfrentar o choro, a enfrentar os problemas., as diversas vezes em que os sorrisos de felicidade de rostos alheios são mais interessantes para você do que ouvir aos problemas de quem está por perto.

Isso te apaga, isso te faz ser o lixo, a bijuteria, o que ninguém irá querer por perto, ninguém irá querer que fique perto de um tesouro precioso, algo tão depressível que todos podem possuir a toda hora.

Caindo no Amor - Ato II - A chave

Estava de joelhos, ao todo me entregava, estava ajoelhado, diante de ti me abaixava, estava viciado em seus sorrisos, entorpecido em seus abraços e com abstinência dos seus beijos que ainda não existiam.
Eu estava diante da porta ou procurava uma, mas para quem está com os passos perdidos os muros se erguiam, mas para quem em prantos descia os murros já vinham, uma surra de realidade, nada doce, mas a mais pura realidade para o meu sonhar.
Os nãos secos que se sucediam, os vazios, espaços do tempo que tanto corria, estava em dependência da sua companhia, mas sempre na rua, sempre no mundo, sempre na vida de cego pra guia, de qualquer forma, você nunca me via.
Estava me apagando vendo-te junta a outras companhias, pessoas vazias, pessoas mentira, pessoas que te rondavam e me deixavam caído dia após dia.
Eu não pude me entregar a isso, eu tive os melhores sorrisos, eu tive a sua luz para mim, eu queria seguir pelo túnel da minha esperança, eu queria viver a vida te tendo "minha" criança, eu não pude me entregar, já estava acostumado a apanhar, então não importava mais o número de socos a me acertar, dei pontapés nos baldes para seguir sem me importar com os padrões.
O impossível estava diante de mim, todo nunca que eu ouvia, cada vez mais queria mover meus pés, cada vez mais 0,1% de chance eu queria, era minha luta de cada dia, o impossível estava a um passo, mas como dar esse passo eu não via.
Foi entre tropeços e tropeços, guerras internas, abraços seus com uma paixão próxima a materna que pude seguir tentando, a felicidade que me dividia. Estava feliz, mas não o tanto que queria, te via sorrindo, mas não o bastante para um dia.
Eu não achava a minha porta, mas eu queria estar além, atirei pedras em sua janela, onde podia estar contigo eu corria, enxugava suas lágrimas sempre que podia, fosse como fosse queria seu sorriso de cada dia, me sentia como Lúcifer queimando no fogo de sua paixão pela perfeição, me sentia tão egoísta, mas de um bem imenso todo dia..
Com o passar do tempo te entreguei tudo que de momento podia, te ver chorar em mim um tanto doía, você me acendia e me apagava todo dia, eu vi que estava me esquecendo do passo, eu vi que estava sem tentar, eu me vi parado no tempo, congelado diante do meu anjo sem saber como voar, não quis aparar suas asas, mas lutei para me levantar.
Quem disse que era pra frente que eu tinha que caminhar? Talvez só precisasse olhar melhor de um passo atrás, talvez seus gritos não fosse escutar, talvez seu sorriso não pudesse ver dali, mas tinha que tentar.
Com um passo atrás vi a chave do meu tesouro aparecer, "Eu quero você comigo" era como ele me chamava, a carência de tanto tempo, a esperança que se renovava, estava cansado, descansei por algum tempo, mas no fundo já sabia que era hora de uma porta atravessar.
A porta que estava diante de mim, mas não podia entrar, tinha que esperar meu direito divino para atravessar e ali estava. Passos cuidadosos "você está diante de tudo o que lutou, agora não é hora para se abaixar, agora não é momento de tropeçar". Minhas pernas tremeram mas sabia que com passos firmes tinha que caminhar.
O 0,1% chegou, aqui! aqui está! O infinito da probabilidade de poder realizar, meu anjo se abaixou para me ensinar como voar, meu anjo me reconheceu e me deu asas para voar.
Minhas feridas se curaram, a chave para tudo que eu queria era somente o esperar, a calma que não tinha e o passo imenso que queria dar, era só esperar o nevoeiro passar, o vento levou os males e me trouxe para ficar, a minha cura, meu vicio, meu doce afogar e cair no amor para me salvar.
O caminho que encontrei é por onde eu quero caminhar, tenho ainda passos para dar, os beijos ainda são sonhos mas os vejo tão perto de me alcançar, seu sorriso está desde a manhã e meu desejo já se estende além do sonhar... Hoje eu acordo com os anjos e já me perco da lucidez, sem saber se estou nos sonhos ou a realizar.

Xadrez da vida

A vida que tanto planejamos, ei de dizer! Como fazemos plano de nosso viver!
Para tudo queremos ter um planinho, ter algo certo, ter aquele sonho de ontem a noite, mas a vida é engraçada, você planeja, você pensa, você age por algo para ela te falar não que você está errado, mas que os rumos dela para o que quer mudaram, para ela te jogar para outro lado, falar "Sua estratégia está errada", não importa seu planejar! Se você se joga de cabeça a vida coloca um muro no meio do penhasco para você bater a cabeça e acordar.

Como dói acordar as vezes, e como dói dormir tantas outras! A vida nos leva para onde ela quer, mas no final sempre terminamos falando em alguns pontos: Essa é a vida que eu sempre sonhei, eu não mudaria nada. - Mas sempre se joga um "mas" após isso - Mas, eu queria não ter cruzado tal rua, eu queria não ter me machucado com os espinho da rosa, eu queria não ter tido nenhum machucado até aqui.

De forma simples e sistemática, o perfeito nasce de cada imperfeição pela qual se passa, pode viver, pode planejar o quanto for, a vida é um xadrez de cego, onde você tem que falar suas jogadas em grego e ainda quando pensa estar ganhando ela muda o jogo, ela transforma sua rainha em peão, ela te põe em xeque quando você pensa não ter mais nada para conquistar, a vida é transformação, é ação a todo momento, é estar em constante movimento mesmo na inércia do descansar.

Viver está muito além do que se pode imaginar.

terça-feira, 31 de março de 2015

Caindo no amor - Ato I - A queda


Lá estava eu como sempre estive sem me importar com nada nesse mundo, aleatório a todas as opiniões, aleatório ao todo, isolado em meu pequeno mundo e imenso egoísmo, com as minhas roupas de sempre uma qualquer, com meu jeito jogado, sem me importar.


Meu mundo era somente eu, eu, eu... Eu não virei nenhum altruísta após aquilo, mas a minha simples imagem de escala de importância das coisas, das pessoas, das ações, dos contextos de tudo iria mudar.
Mesmo sendo míope, mesmo sem enxergar direito as coisas em volta e mesmo sem me importar muito com nada, houve algo que me chamou a atenção instantaneamente sem que eu notasse já havia algo estranho comigo.


Eu tinha certeza de conhecer o que havia avistado, aquela simples pessoa de baixa estatura, feições infantis e que sempre estava animada, em mim houve um questionamento durante minutos: "Eu não estou fazendo nada, mas devo ir? Estará tudo bem eu entrar na vida de uma pessoa que não conheço tanto assim? Talvez seja divertido, mas talvez ela não venha a gostar...", passei mais algum tempo olhando, com um certo receio de não ser algo bom, mas após perceber que estava afundado em meu tédio, caminhei em sua direção com meus passos estranhos e meio tortos após um dia cansativo, eu estava simplesmente vestido em trapos, suado, desarrumado, mas ainda assim fui até lá.


Eu agradecerei a minha vida toda por ter tido coragem de caminhar até lá, eu sempre, sempre, sempre agradecerei por não ter me mantido em meu tédio, eu abri a porta para a felicidade, acidentalmente, tão no acaso que me faz sorrir mesmo sem querer.


Continuemos nossa pequena narrativa de um imenso pequeno acaso de mudança histórica...
Lá estava ela, pulando de um lado para outro, fazendo brincadeiras, eu ainda não tinha a olhado diretamente, mas ver aqueles olhos desde aquele dia, desde a primeira vez, me faz tão bem, ao olhar para ela, eu me vi além... Eu me senti distante, mas perto de tudo, era como se eu estivesse olhando além de mim para o topo do mundo.


Minha barriga esfriou, meu medo foi súbito de avançar um passo sequer, mas em um instinto para me acalmar, eu coloquei minha mão sobre sua cabeça, mesmo tremendo, em pouco mais de 5 minutos, era como se ela fosse uma filha para mim, sempre com aqueles olhos pedindo por doce, era como se ela fosse a pessoa que mais conversei no mundo e eu não conseguia me afastar, mesmo vendo o tempo passar, mesmo sentindo que talvez pudesse incomodar, eu não conseguia me afastar daqueles olhos.


Para que pudesse olhá-los mais e ver as suas feições alegres somente para mim, me apossei de um livro que ela tinha em mãos e logo lá estava ela pulando para alcançar, pulando e pulando e pulando com aquela alegria contagiante diante de mim e eu me sentia em uma paz única.


Os olhos que tanto me cativam não possuem cor azul e nem nenhum diferencial mundano, o que separa ele dos outros é algo além do que posso explicar, mas eles acendem minha vontade de viver, eles me dão vontade toda vez de alimentar aquele fogo em olhos cor de amêndoa, tão normais em cor quanto os meus, mas tão incógnitos em tudo mais que se encontre neles.


Após minutos observando esses mesmos olhos diante de mim, entreguei o livro, mas não queria perder aquele desejo de ter, não o meu egoísta de sempre de dominar, mas um diferente de ter por perto pelas coisas boas.


Então, eu busquei o livro por mais alguns minutos, ela se afugentou com o jeito brincalhão de sempre, de um lado para o outro, em algum instinto estranho de dentro de mim, de algum lugar, além dos profundos portões dos meus pensamentos normais veio um instinto e em 2 segundos, lá estava eu a correr atrás daquela garota.
Provavelmente para o mundo envolta eu devia estar parecendo louco, problemático, estranho ou seja lá o que for, em minha perseguição.


Eu instintivamente não podia deixar que aquilo simplesmente acabasse, eu já devia estar ali a uma hora ou algo próximo, mas eu não podia deixar acabar, aquilo para mim foram como meus 30 segundos de felicidade.


Eu corri atrás de tudo que eu queria naquele momento e mesmo sem querer, mesmo no acaso, eu percebi... "Eu cai no Amor", em um tropeço eu cai no Amor, eu cai com todo o meu peso, com toda a minha força a tendo em meus braços, mas com todo o medo do mundo de machucá-la me deixei cair por baixo.
Eu a olhei, eu tive o maior medo do mundo de machucá-la, em desespero perguntei "Você se machucou? Você está bem? Me desculpe, me desculpe se te machuquei", ela somente sorriu e falou "Eu estou bem"... Aquele sorriso foi tão acolhedor, aquele sorriso me abraçou, me beijou, me domou, me trouxe mil sonhos a cabeça e me mudou.


Naquele dia mesmo que eu ficasse em pé o dia inteiro, mesmo que eu nunca me cansasse, mesmo que eu não me deixasse abalar, eu já tinha caído no Amor e ela estava diante de mim, me levando ao topo do mundo, mas ao mesmo tempo me fazendo cair no amor.


Lá estava ela, e pelos meses seguintes, eu fiz de tudo para mergulhar cada vez mais em cada sorriso, em cada alegria, porque eu tinha em minhas mãos a única queda que nunca doeria...

Soluções e problemas "Crônicos"

Talvez escrever cronicamente minha vida seja um vício de liberação hormonal, ou uma mania, ação solidária de acreditar que de alguma forma minhas palavras, ações e tudo o que penso podem ajudar alguém que esteja passando pelo menos, vendo aquele pequeno abismo em sua mente, onde você afunda, sente água, sente vento em ti, sente calor, sente um pouco de tudo, não sabe se está na luz, na escuridão, no meio termo dramaturgo de muitas peças teatrais.

Bom, não escrevo palavras de consolo, acredito que poucas vezes as escreverei, minhas crônicas são atemporais, vem de algum momento da minha vida, talvez o cotidiano, talvez algo que aconteceu a anos, ou simplesmente algo que não é meu, mas que decidi analisar, toda vida tem experiência, não me limitarei ao ego de narrar isoladamente a minha, praticarei delitos e roubarei das pessoas que acho com mais conhecimento e também com menos, por que não?

Teremos aqui diversos tropeços, acertos, pequenos e grandes passos, talvez uma hora eu fale sobre conspirações, pensamento filosófico, dia à dia, vida, morte, contos, fábulas, histórias, literatura de cordéis e bordéis, cujo os quais nunca frequentei, somente pela escrita para mim ser diversão.

Minha escrita aqui pode levar você pequeno, grande, anão ou gigante leitor a seguir o que eu escrever, rir do que eu escrever, se divertir com o que eu escrever, chorar ou me odiar ou até mesmo aprender com isso daqui, bom eu tenho esse pequeno problema de certa forma viral e que acontece todo dia em nossa sociedade de soltar o que penso, pois os pensamentos são belas aves voando no céu para mim e a beleza do voo dos pensamentos é muito maior do que seu canto preso.

Traremos a mesa dilemas e poemas, canções e diversos temas, versos e rimas, atos e fatos, as combinações e os laços da história envolta de nós, com seus problemas e soluções crônicos, em pensamento espontâneo e livre para ser analisado.

sexta-feira, 27 de março de 2015

O primeiro passo!

O primeiro passo, talvez não aja na história passo que seja mais importante! Pode se dizer que para a evolução da humanidade o fogo foi o primeiro passo, para outros foi a escrita e para tantos outros o raciocinar. Passos esse que estão colocados aqui em sentido figurativo claramente, pois muitas vezes não são dados com as pernas.

As vezes o primeiro passo vem de um breve movimento dos lábios, da fagulha de um pensamento na profundidade da mente, do centímetro diário de mudança nas rotas, nos caminhos que se dá para a vida.

Um passo de coragem, um passo de força, um passo bambeando, mas uma enorme vontade de avançar ou de se movimentar, isso leva a um movimento sísmico para em algum lugar do ego, algum canto ínfimo, oculto, gritante de nosso ser nos sentirmos momentaneamente ou vitalmente bem.

Os passos não são simples socialmente, por muito são julgados, carregam um peso que parece empurrar os pés ao chão para nunca se tirar e então encontramos o passo que não vem de nossas pernas, mas, da imensa força do pensar.

Criemos na mente asas, imensa vontade de alcançar, inflemos o nosso peito com a coragem para realizar, tenha tiro ou tenha festa, a importância dos eventos se dissipa no ar, o alvo se fixa e o fogo queima como óleo sobre água, que mesmo com todo o mar envolta, não se consegue apagar.

Tomemos cuidado com nossos passos, tenhamos a coragem de dar mais um, e logo um atrás do outro, entremos em nossas marchas, em nossas corridas, em nossas longas ou curtas jornadas pelo que desejamos alcançar, aos tropeços, sobre os trancos e barrancos lutemos, mas sem coragem ou obediência cega para não desmantelar nossas lutas, tenhamos força, mas tenhamos em nossas mentes um bom pensamento para um pouco mais lutar e pensemos sempre no pior, para mesmo na queda não haver a entrega e a premiação, uma simples medalha de honra no peito esfacelado do soldado que nunca mais irá acordar.