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sábado, 4 de abril de 2015

Caindo no Amor - Ato III Ultimato - Livre para voar

Chegará a minha chance, as portas se abriram, junto a mim estava um anjo, estava pouco a pouco me ensinando o seu voar, me reeducando de forma a meus medos apagar, "medo por medo, passo por passo, vamos lá", eu estava em uma situação pacata me acostumando a estar com esse mundo mudado e tão tranquilo, mas sempre mantendo meu desejo de mais.
- Agora eu posso caminhar? - Pensei comigo mesmo, ela estava junto a mim, ela não sairia dali, ela não deixaria mais nada me atingir e eu me sentia seguro a cada pequeno "Olá", as mensagens cotidianas de café, almoço e jantar, tinha amor em tudo, na verdade sempre teve.

Eu tinha carinho todo dia, mas não foi por puro egoísmo mundano que quis mais, não foi pelo simples desejo da minha felicidade, foi pela felicidade da Minha Felicidade, eu sabia que estava rindo a toda hora com ela e me sentindo o homem mais feliz do mundo, mas como ela estava? Eu queria dá-la tantos sorrisos quanto ela me dava, eu podia?
Eu fiquei nesse questionamento por 2 a 3 semanas antes de sequer perguntar algo, eu nunca tive timidez, mas quando ela apareceu parecia que iria me domar, eu pensava, pensava e pensava mas sem conseguir falar, eu ligava e ligava para conversar, mandava textos, sinal de fumaça, sonhos, mas nunca conseguia expressar.
Após um mês de tantos pensamentos decidi que chegara a hora, eu tinha que de alguma forma expressar, olho nos olhos, atenção para cada respiração, eu queria estar com ela para conseguir me expressar, dar um grito brando e demonstrar que a queria tão feliz quanto eu estava.
Ela aceitou de forma simplória sair junto a mim, com a energia que ela sempre demonstra e o jeito angelical e tão natural de me tratar.

Eu tinha uma semana, uma semana para esperar, uma semana com o coração na mão para me preparar, uma semana com os gritos mudos seguros no peito.
Teria que ser perfeito, teria que estar tudo ideal pensava, não podia deixar um único detalhe faltar, então por uma semana mandei mais de 100 mensagens inconsequentes e com vergonha de tantas perguntas realizar "Qual sua cor preferida?", "Você gosta de flores?", "O que prefere entre determinadas opções?" tantas e tantas perguntas respondidas com um enfático e simples "Sei lá", algumas com respostas reais, sabia que perguntas de certa forma iam lhe incomodar sendo que não gosta de decidir tanto, mas tinha que perguntar.
Eu estava fazendo de tudo, tudo de extremo que podia para ser a causa do brilho incrível daqueles olhos, não se importa com a minha aparência, mas tinha que de alguma forma me organizar, não se importa com faltar detalhes, mas para cada sorriso os detalhes iam importar, podia não se importar com nada, mas contudo tendo tudo mais e mais iria te alegrar.
De Sábado a Sábado, eu tentei me preparar para te dar ao menos uma noite sentindo o mesmo que eu no dia a dia, uma noite se sentindo a pessoa mais especial do mundo, uma chance para te mostrar que queria fazer aquilo mais um milhão de vezes se possível.

E assim chegou o grande dia, me arrumei em mil detalhes, descobrindo com o tempo mais um milhão de detalhes para corrigir, me preparei, pensei, pensei e pensei, finalmente teria ação "Tem que dar tudo certo", no caminho para sua casa não consegui controlar meu nervosismo, leva somente 4 minutos de uma casa a outra, mas eu suei como se tivesse caminhado quilômetros
A partir desse momento cada segundo esperando por você foi uma eternidade confortável, mas que fazia meu coração disparar, meus pensamentos criarem um engarrafamento dos montes que vinham em sequência e o ponteiro do meu relógio que parecia que nunca iria passar.
Como sempre aconteceu quando a avistei me surpreendi, sempre, sempre, toda vez que vejo sua imagem a acho mais bonita e me surpreendo com a alegria que transmite, mas nessa noite seu brilho era ainda maior sobre mim, você me deu um sorriso que me deixou encabulado e bobo sem reação, quis me abraçar, mas a minha vergonha não deixou, tinha uma rosa em mãos para você.

Ao entregar a rosa vi você ficar encabulada pela primeira vez, um tom de vermelho levemente rosado, um pequeno biquinho e um sorriso que me fez lacrimejar de alegria, você me disse um alegre "obrigada", me abraçou e deu um leve beijo na minha bochecha e depois perguntou surpresa como uma criança do primário que terminou de aprender o caminho de casa "Onde eu vou guardar isso!? não podemos sair na rua comigo com isso...", eu a fitei por algum tempo e antes que eu pudesse dizer algo você mesma respondeu "Vou guardá-la em casa e já volto".

Eu não sei quantos vezes você conseguiu fazer com que eu me sentisse além do limite de felicidade que acreditava haver, mas naquele dia até mesmo em milagres você me fez crer, eu, um cético!
Durante os cinco minutos que se passaram enquanto você estava guardando a rosa, olhei envolta, respirei fundo, pensei mais uma vez "Tem que dar certo, nem que seja um milagre... Irá dar certo! Eu vou fazê-la feliz", olhei para o céu de uma forma que nunca fiz e com uma conversa engraçada falei baixo, quase que para mim mesmo, mas procurando alguém mais para falar. - Ei! Se tem alguém ai, por favor... Me deixa fazer essa garota feliz? Eu realmente quero isso, então se tem algo ou alguém ai, me ajuda nessa cara? - Segundos após terminar minha conversa com algo inexplicável lá estava você, com aquele sorriso contagiante, com tudo o que eu tenho como objetivo fazer feliz.

Você abraçou meu braço e depois novamente me abraçou, eu disse a você "Dessa vez, eu realmente nunca mais vou te soltar", e assim passamos minutos abraçados, após isso você disse "Vamos?" simplesmente me puxou pela mão e fomos caminhando de mãos dadas sem jeito pela rua.
Eu te olhava e você estava saltitante, feliz, estava me dando mais alegria do que todas as outras vezes, a cada encontro com você conseguia me ensinar uma nova alegria, e dessa vez não fora algo que depois se afastou, foi algo que se alastrou a cada segundo.
Eu podia sentir sua mão fria e suada, podia ouvir sua respiração e cada movimento seu junto a mim, caminhamos até chegar em uma praça para conversar, você junto a mim ao meu lado... "Em quantos sonhos eu não vi essa mesma cena?" e lá estava! Estava acontecendo, talvez eu só acreditasse pelo leve vento frio em meu rosto.

Comecei a falar com a voz ainda falhando levemente. - Está tudo bem, certo? - Disse e após alguns segundos você me respondeu com o seu sim de sempre, diferenciado. - Sim, ué.
Era esse o ponto que eu tinha para começar, para ter todas as reticências, todas as vírgulas e tudo mais para completar, tinha que ter essa interrogação em nossa história.
Continuei a falar tomando coragem e finalmente conseguindo puxar mais ar, brincamos por mais tempo e por algum tempo laçamos nossas mãos e nos abraçamos. Após isso comecei a perceber que o tempo estava a passar, eu tinha que falar, tinha que ter coragem de alguma forma.
Puxei todo o ar do mundo, olhei em seus olhos e tirei todo o medo que pudesse arrancar de um olhar - Bom! Você sabe, né... Eu quero estar com você, eu quero te fazer feliz, você me faz extremamente feliz e eu te amo, de verdade eu quero estar com voc~ - Você me interrompeu.

Me interrompeu de uma forma que nem nos meus melhores sonhos conseguiria acreditar, eu fiquei paralisado tentando entender o que se passava, o que tinha terminado de acontecer.
Meu anjo estava diante de mim, tudo aquilo pelo que eu lutava e queria o sorriso, toda a felicidade que eu queria alcançar, eu sorri, mas não podia acreditar, eu abria minha boca e fechava sem conseguir falar.
Por instinto repeti o mesmo que ela, eu tinha o beijo do anjo, eu tinha um sim tão completo, tão puro, tão único, uma resposta tão incrível que me paralisava, mesmo tendo comigo ainda acreditava como impossível.
Eu sentia cada tocar dos lábios dela junto aos meus, mas não acreditava, após repetir e repetir para tentar entender, eu pensei cada vez mais estar afundando em um sonho.

Parei por um momento e disse - Você me faz tão feliz, mas tão feliz que eu não consigo acreditar. - Eu a abracei, queria sentir o cheiro dela, o perfume que já gravara em minha mente, eu me sentia alucinado com tudo aquilo, após nos afastarmos de novo perguntei:
- V-você pode me dar um beliscão? - Disse em um baixo sussurro, ela me olhou e falou.
- Sério!? - Ela tinha uma expressão levemente surpresa mas com um sorriso tímido em seus lábios que a pouco segundos eu beijara.
- Sim! - Respondi, sentindo a vergonha escorrer pelos meus lábios.

Ela me beliscou e então soube que anjos são reais, que não estava sonhando e que eu sou a pessoa mais feliz do mundo, muitos beijos se passaram antes da noite terminar, muito sorrisos vieram sem que eu pudesse esperar.
Eu soube que a faço feliz, mesmo sem saber, eu me fiz mais feliz por saber, eu me faço mais feliz a cada dia com ela e a felicidade mútua só está a aumentar, essa foi uma breve história sobre a minha queda, agora estou junto a ela a voar.
Se esse é o fim? Ainda temos muitos passos para dar antes de contar...
Caindo no Amor - Fim?

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