Isso foi a mais de 20 anos atrás, já se esperava por anos tantas nações entrando em conflito, as diversas divergências faziam com que todos esperassem, então tudo começou.
Essa guerra que não tinha nenhuma parceria clara, as vezes os países paravam de se combater por causa de recursos, pela comercialização, mas sabia-se sempre que a guerra ia continuar de forma silenciosa, sorrateira, por onde ela avançasse entre as sombras.
Com isso a guerra chegou ao nível "nano-neural", uma batalha feita através do pensamento, você destruía nações psicologicamente, pelo simples fato de derrubar um grupo de pessoas, descobriu-se o "Brain line", conexões cerebrais que as pessoas desenvolviam em comunidade.
Então logo, se contaminava uma pessoa, e em pouco mais de um mês se tinha um exercito de pessoas infiltradas no outro país atacando suas famílias, suas conquistas e sua própria pátria. Eram os zumbis de um estado inimigo, um exército que não tinha como voltar ao normal, mesmo que os exércitos conseguissem algum controle, terminavam por dar baixas a seu próprio país.
E logo homens estavam enlouquecendo por ter que matar seus companheiros, vizinhos, filhos, países deixaram de existir como se nunca tivessem tido participação na história e então surgiu aquilo que apagava pessoas da história.
O contra golpe da natureza que ninguém esperava "Blank", pessoas se esqueciam de tudo, perdiam as informações em um segundo, diferente de uma Alzheimer, era um ataque total, logo estavam como se tivessem passado por uma lobotomia, andavam pelas cidades expressando sons estranhos "Ouuu", "akkky", "Ummmbuooo"... As pessoas tinham medo, o estado tinha criado uma arma para atacar a própria sociedade.
As pessoas não morriam com Blank, mas com o tempo a doença começou a se espalhar, e começaram a nascer pessoas sem a capacidade de recordar ou aprender, claramente tinham o Blank, o mundo estava entrando em uma era sem lembranças, sem aprender, sem história, com tudo que poderia até mesmo enterrar em uma guerra de cinzas.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Vida pessoal e aleatoriedades
Quando eu vou escrever para me concentrar tenho um ritual especial devido a alguns fatores, por exemplo, minha cidade é extremamente barulhenta, então eu tenho que encontrar uma forma de me isolar com música, mas não posso colocar músicas que eu queira cantar ou fiquem me distraindo.
Nesse momento eu poderia talvez colocar música clássica ou instrumental, mas como musico termino me concentrando nos instrumentos, então dou preferência a algo que eu não odeie, seja de meu gosto mas não me distraia *E nesse caso ainda me dá energia*, Girls Generation e K-pop, é algo enérgico e fica em paralelo enquanto me concentro.
Além de após escrever ser divertido de ouvir, espero que tenham gostado da minha dica de concentração.
Nesse momento eu poderia talvez colocar música clássica ou instrumental, mas como musico termino me concentrando nos instrumentos, então dou preferência a algo que eu não odeie, seja de meu gosto mas não me distraia *E nesse caso ainda me dá energia*, Girls Generation e K-pop, é algo enérgico e fica em paralelo enquanto me concentro.
Além de após escrever ser divertido de ouvir, espero que tenham gostado da minha dica de concentração.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Brainware - Capítulo 2 - Uma doença devastadora
Era uma tarde de outubro quando minha própria mãe fez com que seu sangue se transformasse em um veneno porque não podia mais suportar viver sem poder imaginar, aquilo doía muito para quem um dia foi uma artista renomada, ela nunca mais havia feito sequer um pequeno quadro.
Ela tinha medo de dormir, não dormia a dias, e o estado tinha terminado de proibir a eutanásia e a lobotomia de pessoas com Pandora na época, pois elas deveriam ser "estudadas", levadas para casas isoladas, forçadas a seus limites e mortas se resistissem.
Infelizmente, eu entendo muito desse último fato pois me tornei um mero cão do estado, meu nome é Henry York, eu trabalho atualmente no projeto Brainware, eu passei muito tempo no blackout e talvez isso seja uma das razões da minha atitude fria atual, além do fato de um dia ter pertencido a um estado que já não existe chamado Inglaterra.
Os estados do mundo antigo me trazem saudades, e pensar que as pessoas ainda discutiam fatores como política, uniões políticas, moda, entre outros fatores, ninguém pensava que chegaria um momento de unificação ou algo parecido com isso.
Não sei quantas culturas antigas estão a salvo agora e quantas foram destruídas, o mundo que antes lembrava do império romano, da Grécia e da Pérsia como algo antigo, agora olha para sua face a 20 anos atrás e vê um passado, muito, muito distante.
A Pandora reduziu a população mundial a 10% do que tínhamos quando ela começou, de 10 bilhões para 100 milhões, agora não passamos de um país com uma população na média atualmente, o mundo se resume a isso, não que 100 milhões seja pequeno, mas pelos estudos, a população irá cair nos próximos dois anos para 80 milhões e assim por diante.
As pessoas com Pandora sempre dão um jeito de se matar, e quando não, levam muitas pessoas junto quando morrem, seus filhos normalmente são estéreis, morrem no nascimento, ou desenvolvem sérios problemas cerebrais, isso quando as mães não os matam por medo de que vejam no que o mundo se tornou.
A caixa está aberta, eu agora estou esperando que o mais importante dela não se perca... A esperança.
Ela tinha medo de dormir, não dormia a dias, e o estado tinha terminado de proibir a eutanásia e a lobotomia de pessoas com Pandora na época, pois elas deveriam ser "estudadas", levadas para casas isoladas, forçadas a seus limites e mortas se resistissem.
Infelizmente, eu entendo muito desse último fato pois me tornei um mero cão do estado, meu nome é Henry York, eu trabalho atualmente no projeto Brainware, eu passei muito tempo no blackout e talvez isso seja uma das razões da minha atitude fria atual, além do fato de um dia ter pertencido a um estado que já não existe chamado Inglaterra.
Os estados do mundo antigo me trazem saudades, e pensar que as pessoas ainda discutiam fatores como política, uniões políticas, moda, entre outros fatores, ninguém pensava que chegaria um momento de unificação ou algo parecido com isso.
Não sei quantas culturas antigas estão a salvo agora e quantas foram destruídas, o mundo que antes lembrava do império romano, da Grécia e da Pérsia como algo antigo, agora olha para sua face a 20 anos atrás e vê um passado, muito, muito distante.
A Pandora reduziu a população mundial a 10% do que tínhamos quando ela começou, de 10 bilhões para 100 milhões, agora não passamos de um país com uma população na média atualmente, o mundo se resume a isso, não que 100 milhões seja pequeno, mas pelos estudos, a população irá cair nos próximos dois anos para 80 milhões e assim por diante.
As pessoas com Pandora sempre dão um jeito de se matar, e quando não, levam muitas pessoas junto quando morrem, seus filhos normalmente são estéreis, morrem no nascimento, ou desenvolvem sérios problemas cerebrais, isso quando as mães não os matam por medo de que vejam no que o mundo se tornou.
A caixa está aberta, eu agora estou esperando que o mais importante dela não se perca... A esperança.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Brainware - Capítulo 1 - Um gênio sem precendentes.
Eu sou Thomas Klein, tenho 16 anos, estudo no centro de formação de mestres das ciências e artes da vida, sou o único estudante com bolsa integral daqui, falo 4 línguas e tenho 3 formações normais à nível PHD, se eu estivesse exposto a comunidade normal, seria considerado o maior gênio vivo atualmente.
O mundo atualmente está com três diferentes doenças ligadas a funções neurais, eu sou um cientista moderno, estudo todas as funções humanas possíveis em busca de uma cura, em busca de fazer um mundo melhor.
Se fosse tão simples quanto imaginar, aqui estaria como o herói do mundo, ou por trás das cortinas mostrando um herói a todos,
É estranho ver as pessoas se tornando seres sem controle, isolados de sua consciência e de seus pensamentos comuns, e ainda agindo como se tivessem passado por uma eutanásia, o mundo em que estamos vivendo é bem pior do que os apocalipses zumbis que vendiam a 20 ou 30 anos atrás.
Ainda existe o Imagine Shockdown, termo em inglês para descrever essa anomalia de rendimento que eleva as ondas cerebrais ao nível de destruir coisas realmente... Além de deteriorar o corpo.
Eu com certeza acharei uma cura, eu com certeza farei com que isso termine.
- Klein, você tem visita - Disse um dos acompanhantes de rendimento do centro da porta do meu quarto.
- Eu já vou. - Descendo da minha estante de livros de onde observava o céu pela janela. dei 235 passos até aquele jardim onde algo novo estava a minha espera, algo chamado de "Instituto Brainware".
O mundo atualmente está com três diferentes doenças ligadas a funções neurais, eu sou um cientista moderno, estudo todas as funções humanas possíveis em busca de uma cura, em busca de fazer um mundo melhor.
Se fosse tão simples quanto imaginar, aqui estaria como o herói do mundo, ou por trás das cortinas mostrando um herói a todos,
É estranho ver as pessoas se tornando seres sem controle, isolados de sua consciência e de seus pensamentos comuns, e ainda agindo como se tivessem passado por uma eutanásia, o mundo em que estamos vivendo é bem pior do que os apocalipses zumbis que vendiam a 20 ou 30 anos atrás.
Ainda existe o Imagine Shockdown, termo em inglês para descrever essa anomalia de rendimento que eleva as ondas cerebrais ao nível de destruir coisas realmente... Além de deteriorar o corpo.
Eu com certeza acharei uma cura, eu com certeza farei com que isso termine.
- Klein, você tem visita - Disse um dos acompanhantes de rendimento do centro da porta do meu quarto.
- Eu já vou. - Descendo da minha estante de livros de onde observava o céu pela janela. dei 235 passos até aquele jardim onde algo novo estava a minha espera, algo chamado de "Instituto Brainware".
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Viver por viver ou viver?
Muitas vezes na vida nos questionamos sobre diversos fatores dela, de onde viemos? Pra onde vamos? Quem somos? Entre tantas outras coisas, eu venho a todos fazer um único questionamento, um que podemos responder hoje, agora, daqui a uma semana, um mês, um ano... Ou podemos simplesmente nunca responder! Por quais razões vivemos? Em que momento realmente "vivemos"?
Alguns dizem viver entre o nascimento e o morrer, outros viver entre a vida e a morte, outros tantos até que a morte os separe, mas o quanto realmente vivemos sem esperar a morte?
Vejo hoje que muitas pessoas não buscam razões, não buscam emoções, não buscam nada, porque viver esperando que algo mude sem se mudar?
Podemos mudar a cada piscar de olhos, podemos viver pela respiração pesada de ter dado o melhor de cada um de nós, podemos não somente planejar, mas sim viver e fazer! Chega de planejar! Vivemos planejando, vivemos esperando, mas a resposta está em cada um de nós, busque fazer, busque mudar.
Somos mundos e mundos, e podemos mudar tudo a nossa volta, basta um passo sem olhar para começar! Por favor, tente isso hoje.
Carta pela vida.
Alguns dizem viver entre o nascimento e o morrer, outros viver entre a vida e a morte, outros tantos até que a morte os separe, mas o quanto realmente vivemos sem esperar a morte?
Vejo hoje que muitas pessoas não buscam razões, não buscam emoções, não buscam nada, porque viver esperando que algo mude sem se mudar?
Podemos mudar a cada piscar de olhos, podemos viver pela respiração pesada de ter dado o melhor de cada um de nós, podemos não somente planejar, mas sim viver e fazer! Chega de planejar! Vivemos planejando, vivemos esperando, mas a resposta está em cada um de nós, busque fazer, busque mudar.
Somos mundos e mundos, e podemos mudar tudo a nossa volta, basta um passo sem olhar para começar! Por favor, tente isso hoje.
Carta pela vida.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Meses
O tempo é relativo em feitos, é relativo em ações, é relativo em peso por pessoa! Os últimos meses para mim tem tido o peso de um elefante, eu não consegui mais desenvolver nada, as ideias que antes vinham mesmo com o café frio ao meu lado ou dia desanimado ficaram jogadas em algum canto do passado.
Duro quarto frio e gelado do esquecimento, o desanimo que bate a porta e te tranca no escuro, eu achei os fósforo em algum canto e vou sobreviver deles até estar sobre a luz de novo, não me deixarei ser abatido, espero que logo possa ter a luz do imenso mundo sobre mim novamente para ideias e ideais muito além do que mostrei até agora.
O futuro esteve a um passo, agora eu já posso voar!
Duro quarto frio e gelado do esquecimento, o desanimo que bate a porta e te tranca no escuro, eu achei os fósforo em algum canto e vou sobreviver deles até estar sobre a luz de novo, não me deixarei ser abatido, espero que logo possa ter a luz do imenso mundo sobre mim novamente para ideias e ideais muito além do que mostrei até agora.
O futuro esteve a um passo, agora eu já posso voar!
sábado, 4 de abril de 2015
Caindo no Amor - Ato III Ultimato - Livre para voar
Chegará a minha chance, as
portas se abriram, junto a mim estava um anjo, estava pouco a pouco me
ensinando o seu voar, me reeducando de forma a meus medos apagar, "medo
por medo, passo por passo, vamos lá", eu estava em uma situação pacata
me acostumando a estar com esse mundo mudado e tão tranquilo, mas sempre
mantendo meu desejo de mais.
- Agora eu posso caminhar? - Pensei comigo mesmo, ela estava junto a mim, ela não sairia dali, ela não deixaria mais nada me atingir e eu me sentia seguro a cada pequeno "Olá", as mensagens cotidianas de café, almoço e jantar, tinha amor em tudo, na verdade sempre teve.
Eu tinha carinho todo dia, mas não foi por puro egoísmo mundano que quis mais, não foi pelo simples desejo da minha felicidade, foi pela felicidade da Minha Felicidade, eu sabia que estava rindo a toda hora com ela e me sentindo o homem mais feliz do mundo, mas como ela estava? Eu queria dá-la tantos sorrisos quanto ela me dava, eu podia?
Eu fiquei nesse questionamento por 2 a 3 semanas antes de sequer perguntar algo, eu nunca tive timidez, mas quando ela apareceu parecia que iria me domar, eu pensava, pensava e pensava mas sem conseguir falar, eu ligava e ligava para conversar, mandava textos, sinal de fumaça, sonhos, mas nunca conseguia expressar.
Após um mês de tantos pensamentos decidi que chegara a hora, eu tinha que de alguma forma expressar, olho nos olhos, atenção para cada respiração, eu queria estar com ela para conseguir me expressar, dar um grito brando e demonstrar que a queria tão feliz quanto eu estava.
Ela aceitou de forma simplória sair junto a mim, com a energia que ela sempre demonstra e o jeito angelical e tão natural de me tratar.
Eu tinha uma semana, uma semana para esperar, uma semana com o coração na mão para me preparar, uma semana com os gritos mudos seguros no peito.
Teria que ser perfeito, teria que estar tudo ideal pensava, não podia deixar um único detalhe faltar, então por uma semana mandei mais de 100 mensagens inconsequentes e com vergonha de tantas perguntas realizar "Qual sua cor preferida?", "Você gosta de flores?", "O que prefere entre determinadas opções?" tantas e tantas perguntas respondidas com um enfático e simples "Sei lá", algumas com respostas reais, sabia que perguntas de certa forma iam lhe incomodar sendo que não gosta de decidir tanto, mas tinha que perguntar.
Eu estava fazendo de tudo, tudo de extremo que podia para ser a causa do brilho incrível daqueles olhos, não se importa com a minha aparência, mas tinha que de alguma forma me organizar, não se importa com faltar detalhes, mas para cada sorriso os detalhes iam importar, podia não se importar com nada, mas contudo tendo tudo mais e mais iria te alegrar.
De Sábado a Sábado, eu tentei me preparar para te dar ao menos uma noite sentindo o mesmo que eu no dia a dia, uma noite se sentindo a pessoa mais especial do mundo, uma chance para te mostrar que queria fazer aquilo mais um milhão de vezes se possível.
E assim chegou o grande dia, me arrumei em mil detalhes, descobrindo com o tempo mais um milhão de detalhes para corrigir, me preparei, pensei, pensei e pensei, finalmente teria ação "Tem que dar tudo certo", no caminho para sua casa não consegui controlar meu nervosismo, leva somente 4 minutos de uma casa a outra, mas eu suei como se tivesse caminhado quilômetros
A partir desse momento cada segundo esperando por você foi uma eternidade confortável, mas que fazia meu coração disparar, meus pensamentos criarem um engarrafamento dos montes que vinham em sequência e o ponteiro do meu relógio que parecia que nunca iria passar.
Como sempre aconteceu quando a avistei me surpreendi, sempre, sempre, toda vez que vejo sua imagem a acho mais bonita e me surpreendo com a alegria que transmite, mas nessa noite seu brilho era ainda maior sobre mim, você me deu um sorriso que me deixou encabulado e bobo sem reação, quis me abraçar, mas a minha vergonha não deixou, tinha uma rosa em mãos para você.
Ao entregar a rosa vi você ficar encabulada pela primeira vez, um tom de vermelho levemente rosado, um pequeno biquinho e um sorriso que me fez lacrimejar de alegria, você me disse um alegre "obrigada", me abraçou e deu um leve beijo na minha bochecha e depois perguntou surpresa como uma criança do primário que terminou de aprender o caminho de casa "Onde eu vou guardar isso!? não podemos sair na rua comigo com isso...", eu a fitei por algum tempo e antes que eu pudesse dizer algo você mesma respondeu "Vou guardá-la em casa e já volto".
Eu não sei quantos vezes você conseguiu fazer com que eu me sentisse além do limite de felicidade que acreditava haver, mas naquele dia até mesmo em milagres você me fez crer, eu, um cético!
Durante os cinco minutos que se passaram enquanto você estava guardando a rosa, olhei envolta, respirei fundo, pensei mais uma vez "Tem que dar certo, nem que seja um milagre... Irá dar certo! Eu vou fazê-la feliz", olhei para o céu de uma forma que nunca fiz e com uma conversa engraçada falei baixo, quase que para mim mesmo, mas procurando alguém mais para falar. - Ei! Se tem alguém ai, por favor... Me deixa fazer essa garota feliz? Eu realmente quero isso, então se tem algo ou alguém ai, me ajuda nessa cara? - Segundos após terminar minha conversa com algo inexplicável lá estava você, com aquele sorriso contagiante, com tudo o que eu tenho como objetivo fazer feliz.
Você abraçou meu braço e depois novamente me abraçou, eu disse a você "Dessa vez, eu realmente nunca mais vou te soltar", e assim passamos minutos abraçados, após isso você disse "Vamos?" simplesmente me puxou pela mão e fomos caminhando de mãos dadas sem jeito pela rua.
Eu te olhava e você estava saltitante, feliz, estava me dando mais alegria do que todas as outras vezes, a cada encontro com você conseguia me ensinar uma nova alegria, e dessa vez não fora algo que depois se afastou, foi algo que se alastrou a cada segundo.
Eu podia sentir sua mão fria e suada, podia ouvir sua respiração e cada movimento seu junto a mim, caminhamos até chegar em uma praça para conversar, você junto a mim ao meu lado... "Em quantos sonhos eu não vi essa mesma cena?" e lá estava! Estava acontecendo, talvez eu só acreditasse pelo leve vento frio em meu rosto.
Comecei a falar com a voz ainda falhando levemente. - Está tudo bem, certo? - Disse e após alguns segundos você me respondeu com o seu sim de sempre, diferenciado. - Sim, ué.
Era esse o ponto que eu tinha para começar, para ter todas as reticências, todas as vírgulas e tudo mais para completar, tinha que ter essa interrogação em nossa história.
Continuei a falar tomando coragem e finalmente conseguindo puxar mais ar, brincamos por mais tempo e por algum tempo laçamos nossas mãos e nos abraçamos. Após isso comecei a perceber que o tempo estava a passar, eu tinha que falar, tinha que ter coragem de alguma forma.
Puxei todo o ar do mundo, olhei em seus olhos e tirei todo o medo que pudesse arrancar de um olhar - Bom! Você sabe, né... Eu quero estar com você, eu quero te fazer feliz, você me faz extremamente feliz e eu te amo, de verdade eu quero estar com voc~ - Você me interrompeu.
Me interrompeu de uma forma que nem nos meus melhores sonhos conseguiria acreditar, eu fiquei paralisado tentando entender o que se passava, o que tinha terminado de acontecer.
Meu anjo estava diante de mim, tudo aquilo pelo que eu lutava e queria o sorriso, toda a felicidade que eu queria alcançar, eu sorri, mas não podia acreditar, eu abria minha boca e fechava sem conseguir falar.
Por instinto repeti o mesmo que ela, eu tinha o beijo do anjo, eu tinha um sim tão completo, tão puro, tão único, uma resposta tão incrível que me paralisava, mesmo tendo comigo ainda acreditava como impossível.
Eu sentia cada tocar dos lábios dela junto aos meus, mas não acreditava, após repetir e repetir para tentar entender, eu pensei cada vez mais estar afundando em um sonho.
Parei por um momento e disse - Você me faz tão feliz, mas tão feliz que eu não consigo acreditar. - Eu a abracei, queria sentir o cheiro dela, o perfume que já gravara em minha mente, eu me sentia alucinado com tudo aquilo, após nos afastarmos de novo perguntei:
- V-você pode me dar um beliscão? - Disse em um baixo sussurro, ela me olhou e falou.
- Sério!? - Ela tinha uma expressão levemente surpresa mas com um sorriso tímido em seus lábios que a pouco segundos eu beijara.
- Sim! - Respondi, sentindo a vergonha escorrer pelos meus lábios.
Ela me beliscou e então soube que anjos são reais, que não estava sonhando e que eu sou a pessoa mais feliz do mundo, muitos beijos se passaram antes da noite terminar, muito sorrisos vieram sem que eu pudesse esperar.
Eu soube que a faço feliz, mesmo sem saber, eu me fiz mais feliz por saber, eu me faço mais feliz a cada dia com ela e a felicidade mútua só está a aumentar, essa foi uma breve história sobre a minha queda, agora estou junto a ela a voar.
Se esse é o fim? Ainda temos muitos passos para dar antes de contar...
Caindo no Amor - Fim?
- Agora eu posso caminhar? - Pensei comigo mesmo, ela estava junto a mim, ela não sairia dali, ela não deixaria mais nada me atingir e eu me sentia seguro a cada pequeno "Olá", as mensagens cotidianas de café, almoço e jantar, tinha amor em tudo, na verdade sempre teve.
Eu tinha carinho todo dia, mas não foi por puro egoísmo mundano que quis mais, não foi pelo simples desejo da minha felicidade, foi pela felicidade da Minha Felicidade, eu sabia que estava rindo a toda hora com ela e me sentindo o homem mais feliz do mundo, mas como ela estava? Eu queria dá-la tantos sorrisos quanto ela me dava, eu podia?
Eu fiquei nesse questionamento por 2 a 3 semanas antes de sequer perguntar algo, eu nunca tive timidez, mas quando ela apareceu parecia que iria me domar, eu pensava, pensava e pensava mas sem conseguir falar, eu ligava e ligava para conversar, mandava textos, sinal de fumaça, sonhos, mas nunca conseguia expressar.
Após um mês de tantos pensamentos decidi que chegara a hora, eu tinha que de alguma forma expressar, olho nos olhos, atenção para cada respiração, eu queria estar com ela para conseguir me expressar, dar um grito brando e demonstrar que a queria tão feliz quanto eu estava.
Ela aceitou de forma simplória sair junto a mim, com a energia que ela sempre demonstra e o jeito angelical e tão natural de me tratar.
Eu tinha uma semana, uma semana para esperar, uma semana com o coração na mão para me preparar, uma semana com os gritos mudos seguros no peito.
Teria que ser perfeito, teria que estar tudo ideal pensava, não podia deixar um único detalhe faltar, então por uma semana mandei mais de 100 mensagens inconsequentes e com vergonha de tantas perguntas realizar "Qual sua cor preferida?", "Você gosta de flores?", "O que prefere entre determinadas opções?" tantas e tantas perguntas respondidas com um enfático e simples "Sei lá", algumas com respostas reais, sabia que perguntas de certa forma iam lhe incomodar sendo que não gosta de decidir tanto, mas tinha que perguntar.
Eu estava fazendo de tudo, tudo de extremo que podia para ser a causa do brilho incrível daqueles olhos, não se importa com a minha aparência, mas tinha que de alguma forma me organizar, não se importa com faltar detalhes, mas para cada sorriso os detalhes iam importar, podia não se importar com nada, mas contudo tendo tudo mais e mais iria te alegrar.
De Sábado a Sábado, eu tentei me preparar para te dar ao menos uma noite sentindo o mesmo que eu no dia a dia, uma noite se sentindo a pessoa mais especial do mundo, uma chance para te mostrar que queria fazer aquilo mais um milhão de vezes se possível.
E assim chegou o grande dia, me arrumei em mil detalhes, descobrindo com o tempo mais um milhão de detalhes para corrigir, me preparei, pensei, pensei e pensei, finalmente teria ação "Tem que dar tudo certo", no caminho para sua casa não consegui controlar meu nervosismo, leva somente 4 minutos de uma casa a outra, mas eu suei como se tivesse caminhado quilômetros
A partir desse momento cada segundo esperando por você foi uma eternidade confortável, mas que fazia meu coração disparar, meus pensamentos criarem um engarrafamento dos montes que vinham em sequência e o ponteiro do meu relógio que parecia que nunca iria passar.
Como sempre aconteceu quando a avistei me surpreendi, sempre, sempre, toda vez que vejo sua imagem a acho mais bonita e me surpreendo com a alegria que transmite, mas nessa noite seu brilho era ainda maior sobre mim, você me deu um sorriso que me deixou encabulado e bobo sem reação, quis me abraçar, mas a minha vergonha não deixou, tinha uma rosa em mãos para você.
Ao entregar a rosa vi você ficar encabulada pela primeira vez, um tom de vermelho levemente rosado, um pequeno biquinho e um sorriso que me fez lacrimejar de alegria, você me disse um alegre "obrigada", me abraçou e deu um leve beijo na minha bochecha e depois perguntou surpresa como uma criança do primário que terminou de aprender o caminho de casa "Onde eu vou guardar isso!? não podemos sair na rua comigo com isso...", eu a fitei por algum tempo e antes que eu pudesse dizer algo você mesma respondeu "Vou guardá-la em casa e já volto".
Eu não sei quantos vezes você conseguiu fazer com que eu me sentisse além do limite de felicidade que acreditava haver, mas naquele dia até mesmo em milagres você me fez crer, eu, um cético!
Durante os cinco minutos que se passaram enquanto você estava guardando a rosa, olhei envolta, respirei fundo, pensei mais uma vez "Tem que dar certo, nem que seja um milagre... Irá dar certo! Eu vou fazê-la feliz", olhei para o céu de uma forma que nunca fiz e com uma conversa engraçada falei baixo, quase que para mim mesmo, mas procurando alguém mais para falar. - Ei! Se tem alguém ai, por favor... Me deixa fazer essa garota feliz? Eu realmente quero isso, então se tem algo ou alguém ai, me ajuda nessa cara? - Segundos após terminar minha conversa com algo inexplicável lá estava você, com aquele sorriso contagiante, com tudo o que eu tenho como objetivo fazer feliz.
Você abraçou meu braço e depois novamente me abraçou, eu disse a você "Dessa vez, eu realmente nunca mais vou te soltar", e assim passamos minutos abraçados, após isso você disse "Vamos?" simplesmente me puxou pela mão e fomos caminhando de mãos dadas sem jeito pela rua.
Eu te olhava e você estava saltitante, feliz, estava me dando mais alegria do que todas as outras vezes, a cada encontro com você conseguia me ensinar uma nova alegria, e dessa vez não fora algo que depois se afastou, foi algo que se alastrou a cada segundo.
Eu podia sentir sua mão fria e suada, podia ouvir sua respiração e cada movimento seu junto a mim, caminhamos até chegar em uma praça para conversar, você junto a mim ao meu lado... "Em quantos sonhos eu não vi essa mesma cena?" e lá estava! Estava acontecendo, talvez eu só acreditasse pelo leve vento frio em meu rosto.
Comecei a falar com a voz ainda falhando levemente. - Está tudo bem, certo? - Disse e após alguns segundos você me respondeu com o seu sim de sempre, diferenciado. - Sim, ué.
Era esse o ponto que eu tinha para começar, para ter todas as reticências, todas as vírgulas e tudo mais para completar, tinha que ter essa interrogação em nossa história.
Continuei a falar tomando coragem e finalmente conseguindo puxar mais ar, brincamos por mais tempo e por algum tempo laçamos nossas mãos e nos abraçamos. Após isso comecei a perceber que o tempo estava a passar, eu tinha que falar, tinha que ter coragem de alguma forma.
Puxei todo o ar do mundo, olhei em seus olhos e tirei todo o medo que pudesse arrancar de um olhar - Bom! Você sabe, né... Eu quero estar com você, eu quero te fazer feliz, você me faz extremamente feliz e eu te amo, de verdade eu quero estar com voc~ - Você me interrompeu.
Me interrompeu de uma forma que nem nos meus melhores sonhos conseguiria acreditar, eu fiquei paralisado tentando entender o que se passava, o que tinha terminado de acontecer.
Meu anjo estava diante de mim, tudo aquilo pelo que eu lutava e queria o sorriso, toda a felicidade que eu queria alcançar, eu sorri, mas não podia acreditar, eu abria minha boca e fechava sem conseguir falar.
Por instinto repeti o mesmo que ela, eu tinha o beijo do anjo, eu tinha um sim tão completo, tão puro, tão único, uma resposta tão incrível que me paralisava, mesmo tendo comigo ainda acreditava como impossível.
Eu sentia cada tocar dos lábios dela junto aos meus, mas não acreditava, após repetir e repetir para tentar entender, eu pensei cada vez mais estar afundando em um sonho.
Parei por um momento e disse - Você me faz tão feliz, mas tão feliz que eu não consigo acreditar. - Eu a abracei, queria sentir o cheiro dela, o perfume que já gravara em minha mente, eu me sentia alucinado com tudo aquilo, após nos afastarmos de novo perguntei:
- V-você pode me dar um beliscão? - Disse em um baixo sussurro, ela me olhou e falou.
- Sério!? - Ela tinha uma expressão levemente surpresa mas com um sorriso tímido em seus lábios que a pouco segundos eu beijara.
- Sim! - Respondi, sentindo a vergonha escorrer pelos meus lábios.
Ela me beliscou e então soube que anjos são reais, que não estava sonhando e que eu sou a pessoa mais feliz do mundo, muitos beijos se passaram antes da noite terminar, muito sorrisos vieram sem que eu pudesse esperar.
Eu soube que a faço feliz, mesmo sem saber, eu me fiz mais feliz por saber, eu me faço mais feliz a cada dia com ela e a felicidade mútua só está a aumentar, essa foi uma breve história sobre a minha queda, agora estou junto a ela a voar.
Se esse é o fim? Ainda temos muitos passos para dar antes de contar...
Caindo no Amor - Fim?
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